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Já parou alguma vez para imaginar Jesus vivendo em nossos dias? Será que ficaria só em Israel? Será que ele viajaria de avião? Andaria em nossas igrejas? Andaria pelos shoppings? Comeria no MC Donald´s? Beberia Coca-cola? Navegaria pela internet? Teria orkut, facebook, msn, twitter etc.? Estaria presente nos meios de comunicação?

Para muitos religiosos, algumas destas indagações soam como absurdos. Mas o fato é que Jesus veio a este mundo com uma missão, mas também entendia as questões culturais do seu tempo, tanto a ponto de quebrar paradigmas muitas vezes. Isso deixa claro que para Ele estas questões eram menos importantes do que os princípios. Ao curar aos sábados (como por exemplo, em Mc 3.1-6) ele mostrava que o princípio do amor estava acima das regras. Ao comer com pecadores (Mt 9.9-13), confundia e provocava os fariseus, declarando que viera para este tipo de pessoas, comparando aos doentes. Ao conversar com a mulher samaritana (Jo 4), Ele surpreendeu não apenas seus discípulos como ela própria, demonstrando conhecê-la, entendê-la e a ter por ela compaixão suficiente para gastar o seu tempo estabelecendo um diálogo, revelando-se ser o Cristo. Além disso, Ele mesmo usava a cultura daquela época a favor do Reino quando usava provérbios e fazia ilustrações, que, até mesmo para entendermos hoje, precisamos atentar para o contexto daquele período.

Não há dúvidas que os princípios por ele deixados continuam valendo para a pós-modernidade, e, seriam os mesmos se viesse em nossos dias. Inclusive, continuaria tendo a consciência e convicção de quem Ele era e de Sua missão. Como afirmou certa vez, referindo-se a si mesmo: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. Mc 10.45.

A profundidade de Sua mensagem seria a mesma, bem como Sua autoridade: “E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade e não como os escribas”. Mc 1.22. O fato de Jesus viver aquilo que ele ensinava fazia toda a diferença. Dessa forma, percebemos que Ele nunca teve problema com a cultura, mas sim com a religiosidade. No capítulo 23 do Evangelho segundo Mateus, Ele mostra toda a sua indignação contra os líderes religiosos que viviam de forma hipócrita, afastando as pessoas de Deus, ao invés de atrair para perto dEle. Em nenhum momento, vemos Jesus ir de encontro ao governo romano, inclusive providenciou da boca de um peixe o pagamento de um imposto (Mt 17.24-27) e, outra vez, sendo indagado acerca do pagamento dos impostos a César, responde (no contexto de Mt 22.15-22): “Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Alguns podem até dizer a partir destas palavras que Jesus fazia separação entre o “mundo” e o Reino de Deus e, por isso, devem manter-se separadas de certas coisas consideradas “impuras”. Jesus ia além, na verdade, ele sabe que o que faz diferença é a motivação interior. Não adianta ter aparência de santidade. É preciso ter santidade. E a santidade não é medida pelo o que usamos da cultura, mas como, se para a glória de Deus ou não. Como Paulo escreveu: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” 1 Co 10.31.

Cristo vivia para glorificar o Pai, buscando fazer a Sua vontade, como ele mesmo declarou, como por exemplo: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo, e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou”. Jo 5.30. Os parâmetros e os princípios de Jesus estavam no Pai, não nEle mesmo.

Permanecendo estes mesmos princípios, não consigo imaginar um Jesus distante das pessoas. Em seu ministério elas eram o objetivo final: encontrá-las e restaurá-las através de um novo relacionamento com Deus e com os semelhantes. Por isso, consigo enxergar Jesus em nossos dias usando produtos culturais, como a mídia, a internet, e mesmo indo a lugares comuns para encontrar-se com elas. Como naquela época, ele se identificaria com as pessoas. Todavia, não usaria esses meios para benefício próprio, nem para se auto-promover, como fariam os fariseus. Ele transformaria a vida das pessoas a cada encontro. A cada relacionamento, fosse on line, no Mc Donald´s ou em qualquer outro lugar, ele produziria cura, principalmente interior, pois é disso que precisamos em nossos dias. Essa ideia também é expressada na Sua última oração que também nos alcança: “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviastes” Jo 17.20-21.


Jesus veio com uma missão e a deixou para igreja: sermos um para proclamarmos a unidade de Deus. Podemos resumir tudo numa palavra: conexão! Nada mais pós-moderno num mundo tão interligado, que Deus já tinha em mente desde que criou o homem.


Daniely Silva Duarte

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Pessoas, pessoas e mais pessoas... Encontramos elas em diversos lugares, sendo dos mais diferentes tipos e de variadas maneiras. Seja nos grandes centros ou nas zonas rurais todas buscam a sobrevivência. Mas será que mesmo este extinto deve estar acima de certos valores e princípios? Como já previa Jesus, o amor de muitos já esfriou há tanto tempo que nem se constrangem mais por suas atitudes egocêntricas. Nos metrôs ou nos ônibus não se importam com os mais velhos, crianças, deficientes... Lugar preferencial não se respeita. Esmagam-se quaisquer uns que estejam na frente. Esperar as pessoas saírem para poderem entrar? Nada disso! Empurrar virou mandamento em São Paulo. Ainda que você não queira acaba sendo levado à força.

É em momentos assim que começo a refletir e perguntar-me se apenas sobreviver vale a pena. Definitivamente, não foram estes os pensamentos, os planos e a vida que Deus planejou para nós. Ele teria algo melhor que não termina nesta Terra, mas inicia-se aqui: os nossos relacionamentos, tanto com Ele quanto com os nossos semelhantes. Eles vão demonstrar se estamos tendo a vida abundante da qual Cristo teria para nos dar ou se estamos apenas sobrevivendo como mais um na multidão. Jesus deixou isso claro através de seu exemplo e suas palavras.

Numa de suas formas de se relacionar com a multidão e diversos grupos sociais de sua época, Ele utilizava parábolas para explicar de forma prática os valores e princípios do Reino. Certa vez, depois de ser questionado por um doutor da lei sobre o que era preciso para se alcançar a vida eterna (obedecer aos mandamentos que se resumia em amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo), Jesus percebeu que eles estavam em concordância na teoria. Para desculpar-se, então, o tal doutor perguntou ao Mestre sobre quem seria o seu próximo. Por meio da parábola do bom samaritano, Jesus foi além do pedido e demonstrou como seriam os relacionamentos que expressam o verdadeiro sentimento de amor incondicional, que só pode vir de alguém que conhece a essência de Deus. Um amor que age a serviço do outro independente das barreiras, dificuldades, preconceitos, tempo, lugar, ocupações e mesmo acima dos interesses próprios.

É difícil nos depararmos com relacionamentos baseados nesse tipo de amor. Mas a convicção que o Espírito Santo nos dá por meio da Palavra de Deus revelada, é que só teremos vida em abundância quando conseguirmos vivê-los dessa forma. Precisamos enxergar nossa relação com os outros sempre como uma oportunidade que o Senhor nos dá para expressarmos o Seu amor que agora habita em nós. Quanto mais vivemos isso, mais nos satisfaremos em Deus, porque estaremos glorificando-O não só com palavras. Viver como o levita ou o sacerdote descrito na parábola é ser hipócrita, honrando a Deus com os lábios, mas não com as atitudes. Um desperdício. Que o Espírito Santo abra nossos olhos, a fim de analisarmos se estamos dando mais valor a uma religião e/ou ao status que ela pode nos dar do que as vidas que Deus deseja transformar através do Seu amor. Afinal, a missão da igreja não é de se fechar dentro de quatro paredes, mas transformar e cuidar de vidas feridas e roubadas pelo inimigo. Onde estão os “bons samaritanos” da nossa geração? Que exista em nós esse profundo desejo, ao invés de querer títulos, como de apóstolos, patriarcas e os que ainda vão inventar daqui a alguns dias.

Daniely Silva Duarte
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É impressionante! Ou seria melhor aterrorizante?! Infelizmente ficamos perplexos de como o número de heresias têm-se acrescido dentro das "igrejas" do século XXI. É um verdadeiro milagre encontrar nas programações de rádio, especialmente em São Paulo, pessoas que realmente tenham uma visão espiritual e bíblica do Reino de Deus.

É muito movimento humano e pouco fluir do Espírito. Muita multidão e pouco evangelho. Muita idolatria aos chamados "homens de Deus"- como eles mesmos se auto-denominam, e pouca disposição em amar a Deus, obedecendo-o. Enfim, muito espetáculo e holofotes, mas pouca cruz e renúncia.

Não sei como isso é possível, mas a busca pelo prazer e o culto da auto-imagem, características pós-modernas, estão presentes nas chamadas igrejas como algo não só natural, mas lícito; pois afinal, o próprio Deus nos prometeu "abençoar"com toda a sorte de bênçãos!

Sendo assim, temos que tomar posse do que Deus já nos deu. Se não alcançamos, é porque nos falta fé. Um verdadeiro absurdo! Não é isso o que as escrituras nos demonstram no Novo Testamento em relação às promessas e bênçãos de Deus.

Ora, nesse momento algum adepto da teologia da prosperidade pode esbravejar, e Filipenses 4:13 que está no Novo Testamento?! O grande clássico e um dos mais requisitados textos usados fora do seu contexto. "Posso todas as coisas naquele que me fortalece.", não foi o que disse Paulo? Com certeza! Mas não é preciso nem ser formado em Teologia para entender o que Paulo estava falando. Basta apenas ler o versículo anterior: "Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade".

Acredito que não seja necessário nem comentar mais nada em relação a essa ignorância que tem feito a igreja de Cristo padecer. Ainda no Velho Testamento o próprio Deus adverte em Oséias 4:6a: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento...".

É exatamente isso que tem faltado em nossos dias: o verdadeiro conhecimento de Deus e de Seu Reino. Se conhecêssemos a Verdade - que é o próprio Cristo, o verbo de Deus, - seríamos livres (parafraseando João 8:32).

Afinal, qual é a Boa Notícia (o evangelho) que Jesus nos trouxe: Que Ele veio para servir (Mc 10.45), e, por isso mesmo, veio nos trazer bem-estar, pura felicidade e alegria? Ou que Ele veio para servir e ser nosso exemplo, como Ele mesmo expressa em João 13:15, após lavar os pés dos discípulos? Ou como o próprio Paulo explica em Filipenses 2, para que haja em nós o mesmo sentimento que houve em Jesus, que esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, sendo obediente até a morte?

Eis a essência do Evangelho: João 3.16 - "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Essa é a verdadeira promessa que Deus nos dá, a certeza de salvação pela justificação por meio da fé em Cristo, conforme nos deixa claro Efésios 2:8. Essa era a mensagem que a Igreja deveria fazer conhecida aos homens. Não essas vãs filosofias e idolatrias do ego humano.

Daí surge uma pergunta que ecoa em nossas mentes: Será necessário outra Reforma? Se for pra continuar com as mesmas concepções, não. Aconselharia a voltarmos os olhos para a Palavra de Deus e não para o que dizem as multidões ou as vozes dos "grandes homens de Deus" - que na verdade se mostram mais carentes de Deus do que as próprias multidões, pois estão distantes da essência de Deus.

Comecemos por nós mesmos. Nos arrependamos e comecemos a andar na contra-mão do mundo. Sigamos o conselho do nosso Deus que diz em 2 Crônicas 7.14: "e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha faze, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra".

Deus é fiel para cumprir o que prometeu verdadeiramente, não o que andam dizendo fora de contexto. Sendo assim, devemos aprender a depender dEle e do poder de Sua Palavra, juntamente com a ação do Espírito Santo, mas não com os movimentos que dizem vir da parte de Deus. Não nos conformemos com esse mundo (Rm 12.2)!

Daniely Silva Duarte







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